Questões postas:

(re)pensar Bourdieu no contexto jurídico brasileiro contemporâneo – I

Autores

  • Paulo Victor Fanaia Teixeira Universidade do Porto (FLUP-UP) Autor

DOI:

https://doi.org/10.55386/4pscn220

Palavras-chave:

campo jurídico, jornalismo, leitores, profanos, Bourdieu

Resumo

O acúmulo de informações, dados e conhecimento empírico sobre atividades jurídicas pelos profanos, dadas as novas ferramentas de
informação e comunicação, e a profusão e maior abrangência do conteúdo jornalístico profissional hoje desafiam os conceitos de campos, habitus, agentes e profanos. Como a teoria de Bourdieu responde às mudanças da contemporaneidade? O presente estudo – que se pretende dividir em três artigos – propõe reflexões teóricas sobre a obra do sociólogo francês e questiona de que modo atores do campo jurídico podem (ou devem) encarar leitores de notícias jurídicas e suas atuações enquanto agentes externos, sobretudo no que tange políticas de comunicação. O estudo aponta para a existência de um público diverso, complexo e merecedor de maior atenção pelos teóricos, indica mudanças paradigmáticas sensíveis na relação destes com os agentes do campo jurídico e enseja questões concretas sobre novas relações sociais. Resta à sociologia o desafio de enquadrá-las e interpretálas. E ao direito?

Biografia do Autor

  • Paulo Victor Fanaia Teixeira, Universidade do Porto (FLUP-UP)

    Bacharel em Jornalismo (2013) pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); Mestre em
    Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP-UP); Ex-editor e Ex-repórter de Olhar Jurídico (2016-2019)

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Publicado

2020-07-10