Quando o livro deixa de ser só livro:

uma leitura de Galáxias, de Haroldo de Campos

Autores

  • Priscila Topdjian Unesp Autor

DOI:

https://doi.org/10.55386/pg6mmc17

Resumo

Há livros que contam histórias; outros organizam ideias; e há aqueles que parecem questionar o próprio conceito de livro. Galáxias, de Haroldo de Campos (São Paulo, 19 de agosto de 1929 — São Paulo, 16 de agosto de 2003), pertence a esse último grupo. Poeta, crítico literário e tradutor brasileiro, Haroldo é considerado, ao lado de Augusto de Campos, seu irmão, e Décio Pignatari, com quem formou o grupo Noigandres, um dos principais representantes da poesia concreta no Brasil. Longe de oferecer uma leitura convencional, a obra propõe uma experiência que ultrapassa o entendimento imediato e convida o leitor a repensar o que significa ler.

No contato com Galáxias, surge uma pergunta provocadora: ela pode ser considerada uma obra de artista? A questão, embora técnica, abre caminho para uma reflexão mais ampla sobre os limites entre literatura, arte e objeto. Afinal, quando um livro deixa de ser apenas um suporte para o texto e passa a ser parte essencial da obra?

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Publicado

2026-07-10