"Tudo se cria, nada se copia”
DOI:
https://doi.org/10.55386/themis.v1n1.001Palavras-chave:
Intertextualidade, Criação intelectual, Plágio, Originalidade, Conhecimento cumulativoResumo
Resumo acadêmico (até 250 palavras):
O artigo “Tudo se cria, nada se copia”, de Paulo Cesar Baria de Castilho, reflete criticamente sobre os limites entre criação intelectual, intertextualidade e plágio, especialmente no campo das Ciências Humanas e do Direito. O autor parte de máximas clássicas — como a célebre frase de Lavoisier e os conceitos de Bruno Munari e Julia Kristeva — para sustentar que nenhuma ideia nasce do nada, sendo todo texto um tecido de citações e releituras. Com apoio em autores como Roland Barthes, Rubem Alves, Isaac Newton e Carlos Maximiliano, argumenta-se que a produção de conhecimento é um processo cumulativo, experiencial e contínuo, em que as ideias se transformam ao serem revisitadas sob novas perspectivas. O texto defende a importância da originalidade não como criação ex nihilo, mas como reinterpretação criativa e honesta das contribuições anteriores. Destaca-se, ainda, a função da reflexão crítica no ambiente acadêmico e jurídico, em oposição ao pensamento raso e à mera repetição. Nesse contexto, a citação torna-se ferramenta ética e epistemológica fundamental, distinguindo a legítima produção do conhecimento do plágio. Ao final, o autor convoca os leitores a cultivar o pensamento autêntico e reflexivo como forma de impulsionar o avanço científico e social, ressaltando que cada nova contribuição deve ancorar-se em um passado de ideias, mas sempre buscando novos horizontes.
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