A interpretação do silêncio no Direito brasileiro
Limites da substituição algorítmica
DOI:
https://doi.org/10.55386/2se70a28Palavras-chave:
Silˆêncio, Interpretação, Normativa, Inteligência ArtificialResumo
Este trabalho tem como tema a interpretação do silêncio no Direito Brasileiro, considerando suas manifestações nos campos civil, penal e trabalhista com foco nos limites da sua substituição por sistemas de inteligência artificial. Parte-se do problema de entender a interpretação do silêncio na hermenêutica jurídica em suas respectivas áreas e saber se algoritmos podem interpretar o silêncio jurídico com a profundidade hermenêutica exigida do julgador humano. Adota-se metodologia qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica e jurisprudencial. O objetivo é verificar se a ausência de manifestação frequentemente carregada de sentido jurídico pode ser compreendida por sistemas que operam com base em padrões e dados estatísticos. Conclui-se que, embora a IA ofereça apoio técnico, a interpretação do silêncio exige sensibilidade valorativa e contextual, atributos ainda restritos ao intérprete humano.
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