Narrativa, Subjetividade e Direito:
Modos literários de pensar a Justiça
DOI:
https://doi.org/10.55386/wmw5nv63Palavras-chave:
Literatura e Direito, Hermenêutica e Justiça, Direitos humanos, Estudos de casos literários, InterpretaçãoResumo
Este artigo investiga a relação entre Literatura e Direito a partir de uma perspectiva hermenêutica, comparativa e interdisciplinar, demonstrando como narrativas literárias ampliam a compreensão jurídica sobre justiça, responsabilidade e Direitos humanos. Partindo das contribuições de autores como James Boyd White, Martha Nussbaum, Paul Ricoeur, François Ost e Robert Cover, analisa-se de que modo obras de Dostoiévski, Kafka, Camus, Victor Hugo, Milton Hatoum e outras tradições literárias revelam tensões ocultas nas práticas jurídicas e nos discursos institucionais. A partir da metodologia de estudos de caso e da Literatura comparada, argumenta-se que a ficção opera como instrumento epistêmico capaz de revelar contradições normativas, desestabilizar ficções jurídicas e ampliar o horizonte interpretativo do jurista. O trabalho demonstra que a Literatura não somente tematiza conflitos jurídicos, mas contribui para a renovação hermenêutica do Direito, promovendo uma justiça mais sensível à dignidade humana, às vulnerabilidades sociais e às múltiplas formas de vida que a norma busca regular.
Referências
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Themis Revista Jurídica

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.