Narrativas de sobrevivência:
uma análise literária do livro homens ao sol de Ghassan Kanafani e as intersecções entre o direito e a necropolítica na palestina ocupada
DOI:
https://doi.org/10.55386/aney4q73Palavras-chave:
Palestina, Israel, violações, sionista, Nakba, direitos humanos, necropolítica, literaturaResumo
A Palestina testemunhou séculos de ocupação por impérios como os romanos, bizantinos, árabes e otomanos. No entanto, foi a criação do estado de Israel em 1948 que desencadeou uma série de violações dos direitos dos palestinos, relacionadas à consolidação do movimento sionista. A Declaração Balfour de 1917 expressou apoio à ideia de uma pátria judaica na Palestina. Após a queda do Império Otomano, a Grã-Bretanha recebeu um mandato da Liga das Nações para administrar a Palestina, provocando tensões entre a comunidade judaica e os palestinos. A instauração do Estado de Israel resultou em confrontos e uma operação de limpeza étnica conhecida como Nakba, que deslocou centenas de milhares de palestinos. Este artigo examina as violações dos direitos humanos na Palestina, utilizando a teoria da necropolítica para entender o controle sobre os corpos palestinos e suas implicações. Também destaca o papel da literatura, exemplificado pela obra de Ghassan Kanafani, como ferramenta de conscientização. Em última análise, enfatiza a necessidade de respeito aos direitos humanos e justiça para todas as partes envolvidas no conflito.
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