Narrativas de sobrevivência:

uma análise literária do livro homens ao sol de Ghassan Kanafani e as intersecções entre o direito e a necropolítica na palestina ocupada

Autores

  • Roberto Xavier Universidade Estadua Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP/IBILCE Autor

DOI:

https://doi.org/10.55386/aney4q73

Palavras-chave:

Palestina, Israel, violações, sionista, Nakba, direitos humanos, necropolítica, literatura

Resumo

A Palestina testemunhou séculos de ocupação por impérios como os romanos, bizantinos, árabes e otomanos. No entanto, foi a criação do estado de Israel em 1948 que desencadeou uma série de violações dos direitos dos palestinos, relacionadas à consolidação do movimento sionista. A Declaração Balfour de 1917 expressou apoio à ideia de uma pátria judaica na Palestina. Após a queda do Império Otomano, a Grã-Bretanha recebeu um mandato da Liga das Nações para administrar a Palestina, provocando tensões entre a comunidade judaica e os palestinos. A instauração do Estado de Israel resultou em confrontos e uma operação de limpeza étnica conhecida como Nakba, que deslocou centenas de milhares de palestinos. Este artigo examina as violações dos direitos humanos na Palestina, utilizando a teoria da necropolítica para entender o controle sobre os corpos palestinos e suas implicações. Também destaca o papel da literatura, exemplificado pela obra de Ghassan Kanafani, como ferramenta de conscientização. Em última análise, enfatiza a necessidade de respeito aos direitos humanos e justiça para todas as partes envolvidas no conflito.

Biografia do Autor

  • Roberto Xavier, Universidade Estadua Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP/IBILCE

    Advogado. Sócio-proprietário do escritório Roberto Xavier Sociedade Unipessoal de
    Advocacia. Mestrando em Literatura Comparada pela Universidade Estadua Paulista “Júlio
    de Mesquita Filho” - UNESP/IBILCE, São José do Rio Preto

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Publicado

2024-01-10