Erro, ação desarrazoada e injustiça:
decifrando os enigmas de “Édipo Rei” a partir das leituras de Knox, Foucault e Lévi-Strauss
DOI:
https://doi.org/10.55386/rmv3am28Palavras-chave:
Édipo rei, Sófocles, Tragédia grega, Direito e literatura, Hermenêutica jurídicaResumo
A tragédia grega representa a tematização de diversos problemas políticos, jurídicos e sociais da antiguidade clássica e, via de consequência, da própria civilização ocidental para a qual contribuiu. Este artigo objetiva identi-ficar e analisar o substrato jurídico em Édipo rei, tragédia de Sófocles, por meio da confluência entre conceitos e abordagens jurídicas e literárias, especialmente aquelas decorrentes das contribuições aristotélicas sobre a arte trágica (ha-martia,hybris, katharsis e mímesis) e das exegeses elaboradas por Bernard Knox (2002), Lévi-Strauss (2010) e Foucault (2003), as quais, em razão da seriedade e completude, constituem fonte imediata para vários estudos interdisciplinares e contextualizados de Édipo rei, envolvendo o pensamento mítico, literário e jurídico. Na sequência, o estudo centra-se na questão da analogia entre o saber de Édipo, consubstanciado na solução do enigma da esfinge e na cura de Tebas, com os problemas da hermenêutica jurídica, bem como com erros intelectuais que impedem que o direito seja adequadamente compreendido e aplicado. Dessa forma, o trabalho se propõe a, por meio da função profilática da tragédia, reavaliar um texto trágico de quase 2.500 anos, com vista a obter respostas aptas a solucionar problemas práticos do direito contemporâneo.
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